Apenas minhas letras insanas...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dom Quixote Moribundo




Viu-se em Pasárgada,amigo do rei
Viu-se entre as pernas amadas
Viu-se entre nuvens e vagas
Soberano navegante.
Viu-se à frente da batalha
Viu-se destemido comandante
Viu-se herói,samurai,
Cavaleiro errante!
Viu-se marciano,astronauta
Viu-se alquimista
Argonauta!
Viu-se hercúleo,gigante
Viu-se Apolo
Viu-se infante…

Viu-se no espelho
Nos olhos,o ínfimo brilho
No peito,derradeiro suspiro.

sábado, 16 de outubro de 2010

Meu doce espectro...




"Sorrir,bailar,viver,sonhar contigo..."




E num felicíssimo caso de esquizofrenia bem sucedida,viveu e sorriu,bailou e amou,sofreu quando quis!
Por Deus, morreu feliz!!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Presentes!!








Recebi estes selos do amigo Arnoldo Pimentel e repasso a todos os amigos que me visitam e deixam o seu carinho! E aproveitem para para visitar os blogs do Arnoldo e conhecer sua encantadora poesia!





beijos!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Moonlight


Quando adormeces em meu colo

tão menino,sereno

Embevecida fico

Pelo fascínio do teu belo rosto

A Lua,ciumenta

Resplandece inteira

No intento de te ofuscar

Tola,não percebe

Que seu despudorado luar

Só faz tua beleza

Ainda mais luminar


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Voo sobre o Tsunami


Deram-se as mãos. A grande onda se aproximava,imperiosa. A areia molhada e fria sob os pés. Mas ele estava ao seu lado e a olhou sorrindo. Um sorriso cheio de paz. A abraçou ternamente e ela o amou como nunca amara antes. Sem o mínimo esforço ele alçou seu voo levando-a com ele. E ela sentiu seu calor,sua força,sua beleza. Planaram sobre as águas revoltas inundando o vasto continente num espetáculo tão belo quanto devastador. A implacável lei da vida.Sentiu-se leve,tocada por uma luz,uma felicidade plena. Serena,deixou-se levar por seu amado,rumo ao infinito.








terça-feira, 3 de agosto de 2010

Naturalmente...


Virou carranca

Estática

Peça decorativa

No canto da sala

Outrora,sorria

Vivia

Até ser consumida

Pelo mesmo

Pelo nada