Apenas minhas letras insanas...

sexta-feira, 24 de março de 2017




Eu preciso lhe falar das cores.
Da luz refletida nas facetas do cristal.
Eu preciso lhe falar dos minúsculos pontos de luz que reluzem nos seus olhos, mesmo quando você só enxerga sombras.

Eu preciso lhe falar das cores. 




***

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Adagio & Allegro





Você é Sol
Eu sou Lua

Eu penso
Você pulsa

Você é explosão
Eu, introspecção

Eu sou calmaria
Você, pirotecnia

Você é vermelho
Eu sou cinza

Eu absorvo
Você irradia

Opostos congruentes
Contrariamos a geometria!





 ***

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Punks, poetas e putas..




Decidi seguir os punks, os poetas e as putas. Os rudes, os rotos e os rasgados.
Decidi seguir os lúdicos, os loucos e os libertinos. Os arcanjos, os amantes e os alucinados.
Decidi seguir os magos, os meigos e os malditos. Os toscos, os tristes e os tarados.
Decidi seguir os bárbaros, os biltres e os banidos. Os velhos, os vultos e os viciados.
Por onde e para onde eles me levarão, eu não sei.
Nem me importa.












***

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

stalker

Minha lente só vê a cor dos seus olhos. Tatuei seu nome no pulso.
Só bebo da sua fonte. E sofro de abstinências quando não o vejo.
Vivo queimando pelos cantos. Não escrevo mais nada que preste. Não cuido de nada. E me falta paciência pra tudo o mais que não seja você. Tudo me angustia. Ou me enche de tédio.
E me flagro lhe perseguindo, à espreita. Feito uma daquelas personagens perturbadas de filmes de suspense.
E não sei lidar com a distância que, indiferente e soberba, me afasta de você.
Você me faz mal. E me faz tão bem...
Suas virtudes me encantam, seus vícios me fascinam.
E seu corpo me tortura, cada centímetro.
Tem dias em que não procuro a sua fotografia, não procuro notícias suas, não ouço a sua canção. Mas no decorrer de algumas horas lá estou eu, ávida por você. Por sua voz, seu olhar, sua força e suas fraquezas.
E, então, passo horas me alimentando de você. Cada gesto, cada palavra.  E volto o filme infinitas vezes.
Às vezes amaldiçoo o dia em que soube da sua existência.  Porque viver assim é extenuante. Desejar assim, quase um pecado.
Mas que vida valeria à pena sem saber de você? 

***














sábado, 2 de julho de 2016




Poderia pedir às nuvens que pegam carona no vento, que me levassem até  você.
Ou que levassem, ao menos, a minha palavra. Para que você soubesse o quanto eu lhe entendo.
Poderia pedir a elas, as nuvens, que levassem até você a minha ternura.
Mas elas não me ouviriam.
São egoístas, as nuvens.
Elas não se importam com a minha solidão. Ou com a sua.




***


sábado, 18 de junho de 2016







Dois pontos de luz, seus olhos.
Intrigantes, evasivos.
Vão e voltam, lascivos.
Enquanto você dança, mansa...






***

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016







Curioso sentir-se assim, viva. Apesar da dor. Porque descobrira, então, que a dor era melhor do que nada.  E o ressentimento virou quase gratidão. 






***