Não há garantias Nem asas tolhidas Apenas te olho,daqui E me apraz ver-te livre Feliz pelas cercanias Graças eu dou Por não me ater a mesquinharias Pois foi recusando tuas migalhas Que me fiz grande aos teus olhos Quanto mais plena a liberdade Tua e minha Mais rica,a existência Mais prazerosa,a convivência Sólida trajetória!
Como lhe encantava sentir sob os pés, a areia molhada E se divertia com as ondas que desmanchavam suas pegadas A mãe ensinava a fazer castelos E saía correndo a catar conchinhas De todas as cores, Branquinhas. Desconhecia o medo, Nunca se cansava. Que saudade brutal sentiria! Deixava, sempre, um pedacinho de si E chorava o choro dos puros Quando partia. Mesmo sem saber, sabia Que aquela inocência, um dia O mar, para si, levaria. O mar.
*** Imagem: "Itanhaém" . Música: " O Mar". Madredeus.
E então jogou-se à beira do rio, nu e extasiado. E as águas frescas banharam-lhe as pernas E as dores do corpo e da alma diluíram-se ali. E sentiu a pele arder suavemente sob os raios de sol Que teimavam docemente pelas frestas das copas frondosas. E brisas com cheiro de verde refrescaram-lhe o espírito E gozou de um sono profundo com um sorriso nos lábios.
Música: Solo de violino do animê "Ef - A Tale of Melodies".
Há em algum sítio obscuro da minha mente, uma seara colorida onde mora um sentimento de esperança. Bravo e persistente. Só assim se justifica esta minha insistência em acreditar.
Imagem : "Jardineira".
Música : "Trilhares" - Palavra Cantada.
Anotações de cabeceira
Tenho este sonho recorrente em que me perco por ruas conhecidas. Ruas que habitam minha memória, em que brinquei, corri, vivi. E me pergunto e não entendo porque não me encontro em caminhos que me são tão íntimos
As ruas parecem não ter fim. Noutras vezes traçam angustiantes labirintos ou, simplesmente, encerram-se em si mesmas e fico eu a caminhar em círculos, arrastando as pernas que me pesam assustadoramente.
Nunca chego, nunca. E as pessoas são desconhecidas e hostis. Ou, então, as ruas são desertas. Às vezes embarco num ônibus que parte em direção contrária àquela que pressinto ser a correta. Tento saltar, mas o ônibus não pára, fico presa dentro dele. Presa.
E é sempre noite, é sempre frio.
Mas o diabo que não consigo entender é que conheço as malditas ruas. Eu deveria saber o caminho.
Mas não sei.