Apenas minhas letras insanas...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Moonlight


Quando adormeces em meu colo

tão menino,sereno

Embevecida fico

Pelo fascínio do teu belo rosto

A Lua,ciumenta

Resplandece inteira

No intento de te ofuscar

Tola,não percebe

Que seu despudorado luar

Só faz tua beleza

Ainda mais luminar


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Voo sobre o Tsunami


Deram-se as mãos. A grande onda se aproximava,imperiosa. A areia molhada e fria sob os pés. Mas ele estava ao seu lado e a olhou sorrindo. Um sorriso cheio de paz. A abraçou ternamente e ela o amou como nunca amara antes. Sem o mínimo esforço ele alçou seu voo levando-a com ele. E ela sentiu seu calor,sua força,sua beleza. Planaram sobre as águas revoltas inundando o vasto continente num espetáculo tão belo quanto devastador. A implacável lei da vida.Sentiu-se leve,tocada por uma luz,uma felicidade plena. Serena,deixou-se levar por seu amado,rumo ao infinito.








terça-feira, 3 de agosto de 2010

Naturalmente...


Virou carranca

Estática

Peça decorativa

No canto da sala

Outrora,sorria

Vivia

Até ser consumida

Pelo mesmo

Pelo nada



quarta-feira, 14 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Flores de Inverno




Olhar para as árvores, para suas copas quase nuas filtrando os raios de luz de um dia de céu estupidamente aberto.
Olhar para as flores que pipocam nos galhos sem folhas e enfeitam este inverno seco e claro de temperaturas amenas.
Flores que pontuam o azul feito estrelas e que soltam suas pétalas derramando lamentos sobre as calçadas. Tal qual estrelas cadentes.
São persistentes. Insistentes. Sobreviventes.
Bravas e belas flores de inverno que desafiam a primavera!
É para elas que eu olho.




quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ata-me!


Pérfida criatura
Que me toma de assalto
E me acorrenta à sua nau
E me atormenta
Entre tormentas
De prazeres
Crueldade
"...me diz,por onde você me prende?"
Donde vêm tantos poderes?
Do seu olhar flamejante?
Das suas garras lancinantes?
Ai, a quem engano?
Vêm do seu fascínio
As minhas dores




quinta-feira, 3 de junho de 2010

Versos Órfãos




Você levou minha inspiração
Meu atrevimento,minha ousadia
Ando sem graça,estagnada
Em estado de apatia
Meus versos estão pobres
Órfãos,descoloridos
Já não voam tão alto
São versos sofridos
Minha prosa sem alma
Não agrada a ninguém
Não canto mais o amor
Assim não valho um vintém
Volte,meu amor.Apareça!
Não vê que minha arte padece?
Volte,nem que seja por caridade
Ou mera filantropia