Não há garantias
Nem asas tolhidas
Apenas te olho,daqui
E me apraz ver-te livre
Feliz pelas cercanias
Graças eu dou
Por não me ater a mesquinharias
Pois foi recusando tuas migalhas
Que me fiz grande aos teus olhos
Quanto mais plena a liberdade
Tua e minha
Mais rica,a existência
Mais prazerosa,a convivência
Sólida trajetória!
***
Apenas minhas letras insanas...
domingo, 15 de abril de 2012
domingo, 4 de março de 2012
O Mar

Como lhe encantava sentir sob os pés, a areia molhada
E se divertia com as ondas que desmanchavam suas pegadas
A mãe ensinava a fazer castelos
E saía correndo a catar conchinhas
De todas as cores,
Branquinhas.
Desconhecia o medo,
Nunca se cansava.
Que saudade brutal sentiria!
Deixava, sempre, um pedacinho de si
E chorava o choro dos puros
Quando partia.
Mesmo sem saber, sabia
Que aquela inocência, um dia
O mar, para si, levaria.
O mar.
***
Imagem: "Itanhaém" .
Música: " O Mar". Madredeus.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Viagem Bucólica
E então jogou-se à beira do rio, nu e extasiado.
E as águas frescas banharam-lhe as pernas
E as dores do corpo e da alma diluíram-se ali.
E sentiu a pele arder suavemente sob os raios de sol
Que teimavam docemente pelas frestas das copas frondosas.
E brisas com cheiro de verde refrescaram-lhe o espírito
E gozou de um sono profundo com um sorriso nos lábios.
Música: Solo de violino do animê "Ef - A Tale of Melodies".
***
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Apesar de tudo
domingo, 6 de novembro de 2011
Labirintos Oníricos

Anotações de cabeceira
Tenho este sonho recorrente em que me perco por ruas conhecidas. Ruas que habitam minha memória, em que brinquei, corri, vivi. E me pergunto e não entendo porque não me encontro em caminhos que me são tão íntimos
As ruas parecem não ter fim. Noutras vezes traçam angustiantes labirintos ou, simplesmente, encerram-se em si mesmas e fico eu a caminhar em círculos, arrastando as pernas que me pesam assustadoramente.
Nunca chego, nunca. E as pessoas são desconhecidas e hostis. Ou, então, as ruas são desertas. Às vezes embarco num ônibus que parte em direção contrária àquela que pressinto ser a correta. Tento saltar, mas o ônibus não pára, fico presa dentro dele. Presa.
E é sempre noite, é sempre frio.
Mas o diabo que não consigo entender é que conheço as malditas ruas. Eu deveria saber o caminho.
Mas não sei.
Imagem: "Caminhos Tortuosos" - Kássia Reis.
***
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A Cabeça Flutuante de Mercedes

A cabeça flutuante de Mercedes
Pairava sobre as praças
Girava, desvairada
As nuvens, bulinava!
A cabeça flutuante de Mercedes
Bailava, assim, descabelada
E os olhos flamejantes
Fulminavam quem passava.
A cabeça flutuante de Mercedes
Quicava feito bola
E gargalhava
A boca escancarada!
A cabeça flutuante de Mercedes
Belicosa, esfomeada
Devorava quem passava.
A cabeça flutuante de Mercedes
Vomitava cânticos
Regurgitava cândidos
E tripudiava!
A cabeça flutuante de Mercedes
Sugava os ébrios e os incautos
E se deleitava!
A cabeça flutuante de Mercedes
O dia, incendiava
A noite, iluminava
Abóbora gigante decapitada.
A cabeça flutuante de Mercedes
Pairava sobre as praças
E ria-se das pragas
A boca escancarada!
Música: "Entre dos Aguas" - Paco De Lucia.
Imagem: "La Cabeza Flotante de Mercedes" - Photo Amadora.
***
Assinar:
Postagens (Atom)
