Apenas minhas letras insanas...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tormenta






Minam-me as forças essas marolas furtivas, malévolas, que machucam um pouco por dia. Prefiro as grandes tormentas que mostram a cara.




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domingo, 15 de abril de 2012

Amor Sem Fronteiras

Não há garantias
Nem asas tolhidas
Apenas te olho,daqui
E me apraz ver-te livre
Feliz pelas cercanias
Graças eu dou
Por não me ater a mesquinharias
Pois foi recusando tuas migalhas
Que me fiz grande aos teus olhos
Quanto mais plena a liberdade
Tua e minha
Mais rica,a existência
Mais prazerosa,a convivência
Sólida trajetória!







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domingo, 4 de março de 2012

O Mar




Como lhe encantava sentir sob os pés, a areia molhada
E se divertia com as ondas que desmanchavam suas pegadas
A mãe ensinava a fazer castelos
E saía correndo a catar conchinhas
De todas as cores,
Branquinhas.
Desconhecia o medo,
Nunca se cansava.
Que saudade brutal sentiria!
Deixava, sempre, um pedacinho de si
E chorava o choro dos puros
Quando partia.
Mesmo sem saber, sabia
Que aquela inocência, um dia
O mar, para si, levaria.
O mar.









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Imagem: "Itanhaém" .
Música: " O Mar". Madredeus.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Haikai (inverno)



Ventos invernais
Carregam as nuvens
Céu limpo de novo






Imagem: Site Brasil Escola.




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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Viagem Bucólica







E então jogou-se à beira do rio, nu e extasiado.
E as águas frescas banharam-lhe as pernas
E as dores do corpo e da alma diluíram-se ali.
E sentiu a pele arder suavemente sob os raios de sol
Que teimavam docemente pelas frestas das copas frondosas.
E brisas com cheiro de verde refrescaram-lhe o espírito
E gozou de um sono profundo com um sorriso nos lábios.





Música: Solo de violino do animê "Ef - A Tale of Melodies".



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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Apesar de tudo






Há em algum sítio obscuro da minha mente, uma seara colorida onde mora um sentimento de esperança. Bravo e persistente. Só assim se justifica esta minha insistência em acreditar.





Imagem : "Jardineira".
Música : "Trilhares" - Palavra Cantada.


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domingo, 6 de novembro de 2011

Labirintos Oníricos


Anotações de cabeceira
Tenho este sonho recorrente em que me perco por ruas conhecidas. Ruas que habitam minha memória, em que brinquei, corri, vivi. E me pergunto e não entendo porque não me encontro em caminhos que me são tão íntimos
As ruas parecem não ter fim. Noutras vezes traçam angustiantes labirintos ou, simplesmente, encerram-se em si mesmas e fico eu a caminhar em círculos, arrastando as pernas que me pesam assustadoramente.
Nunca chego, nunca. E as pessoas são desconhecidas e hostis. Ou, então, as ruas são desertas. Às vezes embarco num ônibus que parte em direção contrária àquela que pressinto ser a correta. Tento saltar, mas o ônibus não pára, fico presa dentro dele. Presa.
E é sempre noite, é sempre frio.
Mas o diabo que não consigo entender é que conheço as malditas ruas. Eu deveria saber o caminho.
Mas não sei.




Imagem: "Caminhos Tortuosos" - Kássia Reis.



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