Apenas minhas letras insanas...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Flores de Inverno




Olhar para as árvores, para suas copas quase nuas filtrando os raios de luz de um dia de céu estupidamente aberto.
Olhar para as flores que pipocam nos galhos sem folhas e enfeitam este inverno seco e claro de temperaturas amenas.
Flores que pontuam o azul feito estrelas e que soltam suas pétalas derramando lamentos sobre as calçadas. Tal qual estrelas cadentes.
São persistentes. Insistentes. Sobreviventes.
Bravas e belas flores de inverno que desafiam a primavera!
É para elas que eu olho.




quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ata-me!


Pérfida criatura
Que me toma de assalto
E me acorrenta à sua nau
E me atormenta
Entre tormentas
De prazeres
Crueldade
"...me diz,por onde você me prende?"
Donde vêm tantos poderes?
Do seu olhar flamejante?
Das suas garras lancinantes?
Ai, a quem engano?
Vêm do seu fascínio
As minhas dores




quinta-feira, 3 de junho de 2010

Versos Órfãos




Você levou minha inspiração
Meu atrevimento,minha ousadia
Ando sem graça,estagnada
Em estado de apatia
Meus versos estão pobres
Órfãos,descoloridos
Já não voam tão alto
São versos sofridos
Minha prosa sem alma
Não agrada a ninguém
Não canto mais o amor
Assim não valho um vintém
Volte,meu amor.Apareça!
Não vê que minha arte padece?
Volte,nem que seja por caridade
Ou mera filantropia














terça-feira, 18 de maio de 2010

sábado, 8 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Imigrante


Um novo mundo de incertezas
Para terras tão distantes parto
Tenho cá minhas ilusões
Vou com meu amor
No ventre, nosso fruto
No navio há de nascer
Um filho do Atlântico!
Tenho cá,também,apreensões
Quanta saudade sentirei
Da minha Madeira querida
Que falta me fará,ó mãe
Tuas cantigas!
Dos doces fios de ovos
Das missas e Marias
Dos fados e quadrilhas
Quanta saudade sentirei!
Mas tenho cá a esperança
Bons ventos hão de me levar
Boas venturas hei de encontrar
Da luta jamais fugi
Do trabalho nunca tive medo
Parto,pois,com coragem
Mesmo que seja a saudade
O preço a pagar
Pela vida que escolhi.



Homenagem à minha avó Antonia, que teve o primeiro de seus oito filhos, a bordo de um navio, a caminho do Brasil.





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